Impacto das emoções na dinâmica dos conselhos empresariais

Estudo analisa as implicações emocionais dos acionistas na gestão corporativa

06/01/2026 às 08:23
Por: Redação

O artigo intitulado "Legacies of Shareholder Activism: The Dynamics and Consequences of Emotion in the Boardroom" explora o papel das emoções na dinâmica dos conselhos de administração corporativos. Publicado na edição de janeiro de 2026 da Academy of Management Review, ele se aprofunda na maneira como o ativismo dos acionistas influencia decisões e emoções nas esferas gerenciais.

 

A pesquisa foi conduzida por Jeremy J. Marcel e Amanda P. Cowen e está disponível na publicação especializada que analisa os efeitos emocionais nas decisões tomadas por aqueles que fazem parte dos conselhos. Os autores descrevem como os sentimentos podem afetar as mudanças estratégicas e a governança nas empresas.

 

O contexto e as descobertas

O estudo sugere que as emoções geradas pelo ativismo dos acionistas não apenas moldam a interação nas reuniões de conselho, mas também têm um impacto duradouro sobre as políticas corporativas futuras. Esses sentimentos podem redirecionar a empresa em momentos críticos, modificando o curso previamente traçado pelos executivos.


Os autores destacam que a influência emocional pode promover tanto decisões inovadoras quanto resistência a mudanças.


Essas reações emocionais conduzem a uma melhoria ou agravamento no desempenho do conselho, evidenciando a necessidade de uma gestão sensível dos sentimentos no ambiente corporativo. Os pesquisadores enfatizam a importância de compreender o papel das emoções para adaptar e mitigar seus impactos indesejados.

 

Repercussão e práticas empresariais

A pesquisa propõe que o reconhecimento dessas dinâmicas emocionais é crucial para a elaboração de estratégias eficazes de gestão de conflitos e liderança dentro das empresas. A análise sugere que, ao adotar uma abordagem empática, as companhias podem facilitar um ambiente mais produtivo e receptivo para as decisões inovadoras que o ativismo frequentemente busca implementar.


Marcel e Cowen apontam que entender as complexidades emocionais pode ser a chave para decisões corporativas mais bem-sucedidas.


Os próximos passos incluem a integração desses insights nas práticas de treinamento e desenvolvimento de conselhos, visando transformar potencial emocional em vantagem competitiva.

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