Expectativas para 2026: Desafios e Inovações à Vista

Líderes acadêmicos debatem cenários futuros em áreas como economia e tecnologia

06/01/2026 às 09:34
Por: Redação

No início de 2026, especialistas de diferentes áreas da Cambridge Judge Business School apresentaram suas perspectivas sobre o que o ano pode trazer. Entre os temas debatidos estão inovações tecnológicas, mudanças climáticas e desafios econômicos. Em meio a um cenário global marcado pela incerteza, o destaque ficou para soluções baseadas em conhecimento para enfrentar instabilidades em áreas como cibersegurança e cadeias de suprimentos.

 

Gishan Dissanaike, decano da escola, observa que períodos de grande adversidade, como os da Grande Depressão, estimulam inovações significativas. As iniciativas da escola em mudança climática, inteligência artificial e saúde aproveitam a colaboração interdisciplinar dentro do ecossistema de Cambridge, preparando líderes para navegar na complexidade moderna.

 

Humanos adaptáveis e o futuro possível

Lucia Reisch, diretora do El-Erian Institute, pondera que 2026 apresenta-se como um experimento comportamental global, testando nossa capacidade de alinhar intenções a incentivos inteligentes. Ela destaca a China como exemplo de mudança ambiental positiva, enquanto incentiva governanças robustas e investimentos sustentáveis para alcançar resultados duradouros.


'A adaptabilidade humana, mesmo em condições desafiadoras, pode fazer de 2026 um ano de otimismo coletivo', afirma Reisch.


A escola de negócios de Cambridge busca preparar indivíduos e organizações para inovar de forma responsável, alinhando-se com o objetivo central de uma instituição educacional de classe mundial.

 

Riscos e correções em mercados de tecnologia e IA

Paul Tracey, professor de inovação e organização, prevê que 2026 poderá marcar o ápice do exagero em torno da inteligência artificial no contexto educacional. Ele sugere que um entendimento mais maduro do papel da IA em salas de aula irá emergir, reacendendo o valor dos debates presenciais entre estudantes de diversas origens.


Tracey antecipa que o brilho da IA pode desbotar, revalorizando trocas interpessoais insubstituíveis.


Além disso, Monique Boddington sugere que a narrativa de inovação mudará de 'quebrar' para 'reconfigurar', inspirando-se mais na ficção científica do que nas previsões exageradas de líderes tecnológicos. Reconstrução deve ocupar o espaço de disrupção, com foco em restaurar o clima e fomentar confiança digital.

 

Desafios econômicos e novas estratégias de marketing

Juliana Kozak Rogo, associada de práticas de gestão, acredita que diante de choques negativos contínuos nas cadeias de suprimentos globais, tecnologias emergentes em áreas como 'agritech' e 'fintech' podem trazer choques positivos, melhorando produtividade e potencial de crescimento.


Navegar por esses tempos exige habilidades analíticas e comunicativas aprimoradas, segundo Rogo.


No cenário de marketing, Jaideep Prabhu destaca que enquanto a globalização é irreversível, a cultura do consumidor ainda difere em círculos de inovação regionais. Abordagens locais personalizadas permitirão que marcas se adaptem rapidamente a mudanças de mercado, desde que mantenham uma identidade autêntica e globalmente aspiracional.

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