Estudo explora impacto de violência na tomada de risco empresarial

Pesquisa do Academy of Management Journal analisa como tiroteios em massa e terrorismo afetam decisões organizacionais diante de falhas de desempenho.

03/12/2025 às 08:09
Por: Redação

Um novo estudo acadêmico intitulado "Violência e Competição: O Efeito de Tiroteios em Massa e Terrorismo Doméstico na Tomada de Risco Organizacional em Resposta a Deficiências de Desempenho", de autoria dos pesquisadores Abhinav Gupta, Christian Schumacher e Steffen Keck, foi publicado no prestigiado Academy of Management Journal. A pesquisa pioneira aprofunda a complexa interação entre eventos de violência externa, como tiroteios em massa e atos de terrorismo doméstico, e as decisões de risco de organizações empresariais, especialmente quando confrontadas com falhas de desempenho. A tese central do estudo sugere que ameaças sociais externas podem alterar significativamente o comportamento estratégico corporativo.

 

Publicado no Volume 0, Issue ja da revista, o artigo explora uma área pouco investigada da gestão estratégica, onde fatores sociais e de segurança pública são analisados como catalisadores de mudanças no ambiente corporativo. A pesquisa busca entender se e como a presença de um cenário de violência afeta a propensão das empresas a assumir riscos maiores ou menores, particularmente quando a organização já está em uma posição de desvantagem competitiva ou enfrentando quedas em seus indicadores de performance. Este contexto adquire particular relevância em um mundo cada vez mais volátil e incerto.

 

Análise das reações corporativas à instabilidade

O trabalho dos pesquisadores Abhinav Gupta, Christian Schumacher e Steffen Keck, que pode ser acessado através do link https://journals.aom.org/doi/abs/10.5465/amj.2023.0306?af=R, representa um esforço para quantificar e qualificar as respostas estratégicas do setor empresarial diante de choques exógenos severos. Embora o resumo público do artigo não detalhe a metodologia exata ou os resultados numéricos específicos, o título sugere uma investigação profunda sobre como a pressão por desempenho e a ameaça de violência se combinam para influenciar as escolhas de gestão corporativa.


A pesquisa explora uma intersecção crítica entre segurança social e comportamento corporativo, um campo emergente na gestão estratégica e de riscos.


As implicações de tal estudo são vastas, abrangendo desde a formulação de políticas públicas para gestão de crises até o aprimoramento de modelos de governança corporativa que integrem riscos não convencionais. O objetivo principal da pesquisa é fornecer aos líderes empresariais e formuladores de políticas uma compreensão mais clara de como eventos traumáticos na sociedade podem remodelar a paisagem competitiva e as estratégias de sobrevivência e crescimento das empresas. Compreender essa dinâmica é crucial para a construção da resiliência organizacional.

 

Potenciais desdobramentos e relevância do tema

A discussão levantada por Gupta, Schumacher e Keck no Academy of Management Journal convida a uma reflexão mais ampla sobre o papel das empresas não apenas como entidades econômicas, mas também como atores sociais imersos em um ambiente complexo e por vezes hostil, onde a segurança da comunidade pode se entrelaçar de forma surpreendente com as estratégias de mercado e a busca por competitividade. A pesquisa, ao abordar as deficiências de desempenho, toca em um ponto sensível para as corporações, que frequentemente reagem a crises internas com estratégias de risco para tentar recuperar o terreno perdido, e agora essa reação pode ser modulada por fatores externos de violência.


Especialistas da área indicam que a análise de como a violência externa modula a aversão ou busca por risco em empresas que enfrentam declínio é fundamental para um planejamento estratégico mais robusto e contextualizado.


Este estudo marca um ponto de partida significativo para futuras investigações sobre a resiliência corporativa em cenários de instabilidade social e a necessidade de as organizações desenvolverem mecanismos de adaptação mais sofisticados. A expectativa é que os insights gerados por essa pesquisa contribuam para um corpo de conhecimento mais profundo sobre a gestão de crises e a formulação de estratégias que levem em conta o impacto multifacetado de eventos sociais extremos no comportamento organizacional.

 

A natureza da competição em mercados globais e locais, aliada à crescente exposição a eventos de violência, exige que as empresas recalibrem suas abordagens à inovação e à expansão de forma contínua. Os autores, Abhinav Gupta, Christian Schumacher e Steffen Keck, oferecem uma lente analítica valiosa para compreender melhor essas dinâmicas, destacando que a gestão de riscos não se restringe apenas a fatores financeiros ou operacionais internos, mas deve englobar também as perturbações do tecido social.

 

A relevância deste trabalho transcende o âmbito estritamente acadêmico, fornecendo subsídios importantes para decisores tanto em governos quanto no setor privado. Ele sublinha a importância de considerar o ambiente macroeconômico e social em todos os planos estratégicos, enfatizando que a segurança pública e a estabilidade social são componentes intrínsecos à saúde e ao desempenho organizacional a longo prazo em qualquer setor.

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