Novo Estudo Revela Impacto da Mobilidade Interna em Unidades e Empresas

Pesquisa publicada no Academy of Management Journal por Caitlin Ray e equipe explora como o movimento de talentos molda os resultados organizacionais.

03/12/2025 às 08:08
Por: Redação

Uma pesquisa recente, intitulada "On the Move: The Impact of Internal Mobility and Internal Comobility on Unit- and Organization-Level Outcomes", lançada no prestigiado Academy of Management Journal, investiga as complexas relações entre a movimentação interna de funcionários e os resultados em níveis de unidades e de toda a organização. Conduzido pelos renomados autores Caitlin Ray, Greg Reilly, Mark A. Maltarich e Anthony J. Nyberg, o estudo lança luz sobre como a gestão estratégica do talento interno pode ser um diferencial competitivo fundamental.

 

A análise aprofundada busca desvendar não apenas os efeitos da mobilidade individual, mas também da "comobilidade" interna, um conceito que se refere à movimentação conjunta ou interligada de colaboradores. Embora a data exata de publicação não esteja disponível, a inclusão no Volume 0, Issue ja, de um dos periódicos mais influentes na área de gestão, sublinha a relevância e a atualidade do trabalho para o campo de recursos humanos e estratégia empresarial.

 

Compreendendo a Dinâmica da Movimentação Interna

O estudo examina como a prática de realocar funcionários entre diferentes departamentos, projetos ou funções dentro de uma mesma empresa pode impactar métricas de desempenho. Tradicionalmente, a mobilidade interna é vista como um fator que contribui para o desenvolvimento de carreira, retenção de talentos e disseminação de conhecimento. No entanto, a pesquisa de Ray e sua equipe vai além, buscando quantificar e qualificar esses impactos em contextos organizacionais variados.


"A compreensão desses padrões de movimento é crucial para otimizar a alocação de talentos e impulsionar resultados duradouros e sustentáveis para as empresas", destacam os pesquisadores no contexto da publicação.


A introdução do conceito de comobilidade interna representa um avanço significativo, ao considerar cenários onde grupos de funcionários se movem em conjunto, seja por reestruturação de equipes, novos projetos ou fusões internas. Os autores exploram como essa dinâmica específica pode gerar sinergias ou desafios distintos em comparação com a mobilidade individual, afetando a coesão das equipes e a eficácia das unidades operacionais.

 

Implicações Estratégicas para a Gestão de Pessoas

Os achados da pesquisa possuem implicações diretas para a área de gestão de pessoas e para líderes empresariais. Ao oferecer uma visão mais granular dos efeitos da mobilidade, o estudo sugere que as organizações podem desenvolver políticas de movimentação interna mais eficazes, que não apenas atendam às necessidades de desenvolvimento dos funcionários, mas também estejam alinhadas aos objetivos estratégicos da empresa.


Os autores enfatizam que uma abordagem consciente à gestão da mobilidade interna pode ser um diferencial competitivo para empresas que buscam inovação contínua e maior adaptabilidade em cenários de mercado voláteis.


A pesquisa reforça a importância de programas estruturados de rotação de funções, mentoria e desenvolvimento de lideranças, que podem facilitar a mobilidade e comobilidade de maneira benéfica. Ao entender as nuances desses movimentos, as empresas podem mitigar riscos associados à perda de conhecimento ou à interrupção de processos, enquanto maximizam os ganhos em termos de agilidade e capacidade de resposta.

 

Em última análise, o trabalho de Caitlin Ray, Greg Reilly, Mark A. Maltarich e Anthony J. Nyberg contribui substancialmente para a literatura de gestão organizacional, fornecendo uma base sólida para que executivos e profissionais de RH tomem decisões mais informadas sobre como gerir seus talentos internos, transformando o movimento em um catalisador para o sucesso organizacional.

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