Um novo estudo intitulado "Deeply Rooted and Versatile? Knowledge Scouts and External Knowledge Integration in Multidivisional Firms" foi publicado na Academy of Management Journal, Volume 0, Issue ja. A pesquisa, conduzida por Benoit Decreton, Felipe Monteiro e Francisco Polidoro, mergulha na complexidade de como grandes corporações com múltiplas divisões conseguem integrar conhecimento externo, destacando o papel crucial de indivíduos estratégicos nesse processo.
O trabalho acadêmico aborda a dinâmica de como os "knowledge scouts" — ou exploradores de conhecimento — operam dentro de empresas multidivisionais, buscando e absorvendo informações e inovações de fontes externas. A relevância desse estudo reside em entender como esses agentes conseguem ser profundamente inseridos em suas divisões, mantendo uma base de conhecimento especializada, ao mesmo tempo em que demonstram versatilidade para navegar e extrair valor de ambientes externos e diversos.
A pesquisa detalha o aparente paradoxo enfrentado por esses exploradores de conhecimento: a necessidade de ser "enraizado" em uma divisão específica para ter credibilidade e entendimento contextual, e a demanda por ser "versátil" para identificar e interpretar tendências e inovações que emergem de fora da organização. Os autores analisam como essa dualidade é gerenciada e quais mecanismos organizacionais e individuais permitem que esses profissionais preencham a lacuna entre o conhecimento interno e externo de forma eficaz.
"A habilidade de um explorador de conhecimento em ser profundamente conectado internamente e, simultaneamente, externamente adaptável, é fundamental para a inovação em grandes estruturas empresariais", indica a premissa central do estudo.
A investigação tem implicações significativas para a gestão estratégica e para a teoria organizacional, oferecendo novas perspectivas sobre como as firmas podem otimizar suas estruturas para a integração de conhecimento. Compreender os fatores que permitem a esses indivíduos o sucesso em ambas as frentes pode orientar empresas a cultivar talentos e a desenhar processos que impulsionem a inovação contínua e a competitividade no mercado global.
A metodologia utilizada pelos pesquisadores, embora não detalhada na sinopse, provavelmente envolveu análises profundas de casos ou modelos teóricos para desvendar as complexidades da integração de conhecimento em firmas grandes e diversificadas. Os resultados sugerem que o design organizacional e as políticas de recursos humanos devem considerar não apenas a especialização, mas também a capacidade de adaptabilidade e a rede de conexões que esses "scouts" desenvolvem, tanto interna quanto externamente.
O estudo reitera que "a capacidade de uma empresa multidivisional de inovar e se adaptar depende criticamente da eficácia de seus 'knowledge scouts' em transitar entre mundos de conhecimento distintos, transformando informações externas em valor estratégico interno."
Este trabalho da Academy of Management Journal contribui para a literatura existente ao fornecer uma compreensão mais matizada de como as empresas podem se beneficiar da exploração de conhecimento externo. Ele aponta para futuras linhas de pesquisa sobre o desenvolvimento de competências de "exploradores de conhecimento" e sobre as condições sob as quais sua versatilidade e enraizamento são mais eficazes para o desempenho e a inovação organizacional.