Após anos de esforços para diversificar suas equipes, muitas organizações ainda enfrentam desafios na aplicação de critérios justos na identificação e promoção de talentos. Em muitos casos, abordagens tradicionais persistem em seguir protótipos de liderança restritos, reforçando esquecimentos sutis que marginalizam grupos sub-representados.
Frequentemente, programas que visam à justiça distributiva promovem a representação, porém, fixação em metas pode obscurecer talentos promissores. Um exemplo notável é de um escritório de advocacia que, ao revisar suas promoções em vez de apenas atender cotas de gênero, conseguiu nomear seis novas sócias ao longo de dois anos — todas mulheres — um resultado que superou expectativas.
O foco deve estar na transformação cultural e nos sistemas organizacionais, promovendo mudanças duradouras. Isso demanda uma abordagem rigorosa e baseada em valores para alcançar diversidade. Três estratégias são recomendadas: reformular modelos de liderança para evitar viés, fomentar justiça no cotidiano e desenvolver liderança inclusiva como competência central. Tais ações são alicerçadas em pesquisa e prática real.
"Um modelo inclusivo vê o talento distribuído entre todas as identidades e grupos."
Simulação de modelos mostrou que pequenas preferências, como 2% a favor de candidatos masculinos, podem causar grandes desequilíbrios. Auditoria de práticas organizacionais e incentivo à dissidência quando um modelo estreito prevalece são essenciais.
Talentos devem ser geridos em ambientes de comunicação inclusiva e respeitosa. Isso não apenas aumenta a segurança psicológica, mas também melhora o desempenho. Exemplos incluem microafirmações e feedback construtivo.
Uma empresa de análise de dados na África do Sul embarcou em processos de inclusão, levando a transformações significativas na equipe.
Análises confidenciais revelaram dinâmicas raciais a serem melhoradas. Discussões sobre inclusão, escuta ativa e partilha de experiências levaram a uma ação conjunta que resultou em melhor desempenho e conexões mais profundas entre membros da equipe.
Liderança inclusiva deve ser uma missão central, incorporando métricas de inclusão em KPIs e fornecendo feedback abrangente. Programas em parceria com grandes empresas como HSBC mostram como cada líder pode ser mais inclusivo, independentemente de preconceitos iniciais.
A eficácia desse treinamento foi comprovada pelo aumento na percepção dos colaboradores e nas promoções femininas.
Biases micro podem se transformar em desigualdades macro caso não ações sejam tomadas. Ao analisar preconceitos, líderes potencializam talentos entre aqueles que não se encaixam em estereótipos tradicionais.
Integrar justiça na gestão de funcionários não apenas melhora índices de diversidade, mas também constrói culturas onde liderança e decisões refletem integralmente o talento disponível.