A Importância da Calma na Liderança Moderna

Líderes enfrentam dilema entre produtividade e cuidado com a equipe

30/12/2025 às 12:30
Por: Redação

Enquanto as empresas buscam aumentar a produtividade, um desafio crescente se destaca: muitos empregados não têm capacidade de acompanhar o ritmo. Isso resulta em padrões já comuns: excesso de reuniões, ausência de tempo para reflexão, interrupções digitais constantes e um ritmo que impossibilita pausas.

 

Esta tensão entre produtividade e cuidado, se não for equilibrada, pode resultar em esgotamento. Não se trata de resolver essa questão de uma só vez, mas de uma navegação constante entre essas polaridades. Nos últimos anos, meu foco tem sido explorar como as pessoas constroem carreiras sustentáveis em um cenário de longevidade. A partir de programas de educação executiva e entrevistas intergeracionais, desenvolvi uma estrutura com oito vertentes essenciais para carreiras de longo prazo, divididas igualmente entre produtividade e cuidado.

 

Desafio para os Executivos

Recentemente, utilizei uma ferramenta de avaliação em workshops executivos para medir essas vertentes. As respostas foram consistentes: as vertentes de produtividade são mais fortes, especialmente a 'maestria'. No entanto, a calma é frequentemente a mais fraca, embora essencial para reflexão e preservação de energia.


"Sei que preciso de calma, mas meu trabalho não permite", muitos afirmam.


Surpreendentemente, cerca de 10% dos participantes classificam a calma como sua maior força. Eles pertencem ao que chamo de "minoria calma", um grupo que se destaca por uma abordagem equilibrada apesar das pressões.

 

Identidade e Calma

Investigando a minoria calma, percebi que sua tranquilidade provém de três caminhos: herança, personalidade e experiência. Aqueles que cresceram em ambientes onde a calma era valorizada tendem a internalizar essas práticas, formando uma base psicológica que os ajuda a lidar melhor com desafios futuros.


Calma pode ser aprendida, independente de sua origem, considerando que pode ser formada e fortalecida ao longo do tempo.


Aqueles com inclinações naturalmente mais introspectivas ajustam suas rotinas para proteger esse estado, mesmo em ambientes que dificultam sua conservação. Eles redefinem espaços e tempo para maximizar seu potencial de concentração e reduzir distrações.

 

Aprendizado Contínuo

A experiência se mostra particularmente promissora. Membros da minoria calma mencionam como a prática cotidiana e as mentorias ajudam a transformar reações instintivas em soluções ponderadas. Isso revela que a calmaria não é ausência de ação, mas a capacidade de escolher quando e como agir.


Ao olhar para trás, executivos frequentemente identificam momentos ou pessoas que foram cruciais na formação de sua abordagem mais calma.


Conclui-se que a calma, mesmo que parcialmente herdada, pode ser aprimorada por meio de práticas intencionais e aprendizado contínuo. Em carreiras complexas e dinâmicas, reconhecer e cultivar essa habilidade oferece vantagem estratégica, garantindo sustento e clareza sem exaustão.

 

A chave está em identificar qual dos caminhos de calma mais ressoa em sua própria história para então investir nesse desenvolvimento. A prática leva à maestria e a calma, quando cultivada, oferece influência duradoura e liderança assertiva.

 

© Copyright 2025 - Rota Estratégica - Todos os direitos reservados